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Maravilhas da Criação. Por Nilton Kasctin dos Santos
17/06/2021 21:02 em Opinião. Por Nilton dos Santos

O homem sempre procurou desvendar os mistérios do espaço e das profundezas dos oceanos. Com as invenções do avião e do submarino, há menos de um século, a humanidade ficou eufórica ao ouvir dos cientistas que o domínio absoluto sobre o espaço e os mares aconteceria em poucos anos. Engano. De lá para cá, trilhões de dólares foram gastos e, mesmo tendo-se multiplicado assombrosamente as tecnologias nesse campo, muito pouco se sabe sobre o assunto.

         Em 20 de julho comemoramos a chegada do homem à Lua. Nessa data relembramos o memorável 20 de julho de 1969, revendo pela televisão as surradas imagens do astronauta Armstrong dando aqueles pequenos saltos em “território” lunar. Uma pergunta: por que só daquela vez os astronautas conseguiram chegar lá, há meio século? Se de lá para cá a ciência se multiplicou inúmeras vezes, por que é que mesmo assim os cientistas pararam completamente de anunciar viagens semelhantes, seja para a Lua, Marte ou para alguma estrela mais próxima?

         A partir de 1969, a evolução ocorrida em todas as áreas do conhecimento humano foi simplesmente espantosa. Transplantes de órgãos, laser, transgenia, clonagem, celular, internet e por aí afora. E os países mais ricos do mundo (alguns pobres também) nunca pararam de investir pesado na pesquisa espacial, visando a descobrir de vez se há vida em outros planetas, até porque - pensam os cientistas - é preciso encontrar outro local com possibilidade de vida, já que os recursos naturais da Terra estão quase exauridos.

         Mas nada de novo! Há mais de 40 anos. É realmente muito tempo para não se ter nenhuma novidade além dos corriqueiros lançamentos de satelitezinhos para tirar fotografias logo ali de cima. E algumas viagens turísticas pelo espaço.

         Sobre o fundo dos oceanos, então, o conhecimento humano é ainda mais limitado. Outro dia ouvi um cientista veterano falar na televisão: “É infinitamente mais fácil estudar o espaço do que os oceanos”. Ou seja, desvendar os segredos do fundo do mar é algo que está mais distante do que estudar o espaço.

         Sobre a parte rasa dos oceanos, até 60 metros de profundidade, onde vivem por entre recifes de corais e rochas milhares de espécies de peixes, crustáceos, algas e outros animais e vegetais, até já conhecemos muita coisa. Mas isso não representa nada diante do imensurável tamanho dos oceanos, tanto em extensão como em profundidade.

         As águas oceânicas medem até 13 mil metros de profundidade. Mas a apenas 900 metros abaixo da superfície cessa completamente a fotossíntese, por ausência de luz. Como a fotossíntese é o que permite a vida das algas, por consequência, não existindo algas, a partir dessa profundidade também não existem aqueles peixes e animais marinhos que só sobrevivem a partir do oxigênio e do gás carbônico produzidos e processados pelas algas.

         Mas aí aparecem milhares de outras espécies de animais, completamente diferentes, adaptados para viverem na escuridão absoluta. Esses peixes e outros animais produzem a sua própria luz (é o fenômeno da bioluminescência). Uns possuem uma espécie de farol (um só), outros possuem dois faróis. E tem os que são equipados com vários faróis piscantes como de uma viatura policial. Mas há ainda aqueles que apresentam fileiras de lâmpadas pequenas em seu dorso, piscando em sequência como as luzes de neon das danceterias. Um show de efeitos especiais. Mas tem também os que possuem todo o corpo iluminado, como se fossem uma lâmpada viva de uma ou de centenas de cores (continua em edição posterior).

Por Nilton Kasctin dos Santos (Professor e Promotor de Justiça)

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